Conhecer Belém do Pará com as crianças era uma viagem que eu queria muito fazer. Em quatro dias, nos encantamos com a cidade, com a riqueza de sua cultura, com as pessoas, com a gastronomia tão própria, com a presença imensa dos rios e, claro, com a Amazônia. E teve também a chuva, forte, rápida e quase sempre pontual, chegando todas as tardes para fazer parte da nossa rotina por lá.
Como ir para Belém do Pará?
Madrugamos para pegar o voo da Azul. Saímos do aeroporto de Viracopos, em Campinas, às 7h25 com destino a Belo Horizonte, onde chegamos às 8h40. De lá, seguimos para Belém às 10h05, pousando na capital paraense às 13h20. Ao todo, foram cerca de seis horas de viagem, incluindo a conexão. Um trajeto um pouco demorado, mas tranquilo e sem imprevistos.

Dia 1
Antes de mais nada, fomos para o nosso hotel, a Pousada Marajoara, localizada no bairro de Nazaré, uma ótima região para se hospedar em Belém.
Embora seja uma pousada pequena e simples, fomos muito bem recebidos. Além disso, o café da manhã era gostoso, e a equipe, simpática e atenciosa. Os quartos também eram espaçosos e, por isso, ficamos muito bem instalados durante a nossa estadia.
Fizemos a reservar do hotel pelo site do Booking.
Estação da Docas
Com 402 anos, Belém transborda história e guarda um centro histórico que, aos poucos, vem sendo revitalizado. É nesse movimento de renovação que a Estação das Docas ganhou novo significado na cidade. O antigo porto fluvial foi transformado em um dos espaços mais procurados de Belém, reunindo gastronomia, cultura e lazer às margens da Baía do Guajará.
Por isso, vale reservar um tempo para caminhar pelos seus armazéns e conhecer os restaurantes que apresentam diferentes sabores da gastronomia paraense. E, para completar o passeio, não deixe de experimentar os sorvetes da Cairu, uma das experiências gastronômicas que fazem parte da identidade de Belém.
Além disso, a área conta com policiamento e nos sentimos seguros durante a nossa visita, inclusive viajando com as crianças.

“Cidade morena da metrópole e da floresta. Sua grande marca é algo que não se vê, se sente”


Restaurante Lá em Casa
Almoçamos no tradicional restaurante Lá em Casa e adoramos a experiência. Antes de viajar, li bastante sobre a gastronomia do Pará, que se destaca entre as cozinhas regionais brasileiras. Depois de provarmos alguns de seus sabores, só podemos concordar, a variedade de ingredientes torna a culinária paraense especialmente interessante, rica e saborosa.
Depois do almoço, fomos conhecer a famosa Sorveteria Cairu, uma parada que vale a pena incluir no roteiro. São muitos sabores, e nós provamos vários, alguns, inclusive, mais de uma vez! Entre os nossos favoritos estavam bacuri, tapioca com açaí, cupuaçu e castanha-do-pará. Já as crianças preferiram os sabores mais tradicionais, como creme, chocolate e morango.
Os preços mencionados neste post são referentes a maio de 2018.






O João sempre dá um trabalhinho para comer, mas gostou do peixe e comeu comigo.
Para sobremesa fomos conhecer a famosa sorveteria Cairu. São muitos e muitos sabores, provamos vários e todos deliciosos (fomos mais de uma vez). Destaque para o bacuri, tapioca com açaí, cupuaçu, castanha-do-pará. As crianças ficaram nos sabores tradicionais creme, chocolate e morango.
(O valor da bola de sorvete é R$7,50 – maio/2018)
Passeio de barco em Belém do Pará
No fim da tarde, embarcamos em um passeio pelo rio Guamá e pela Baía do Guajará com a Valeverde Turismo, justamente para contemplar o pôr do sol. O passeio custou R$ 50/adulto e R$ 30/criança, em maio de 2018.
Além da paisagem, a experiência foi acompanhada por músicas regionais e apresentações de danças folclóricas tradicionais do Pará. Entre elas, estava o carimbó, que eu e a Gabi não resistimos e fomos dançar.
Foi um daqueles momentos em que a cultura local deixou de ser apenas algo para observar e passou a fazer parte da nossa experiência em família.



Cantor Allan Roffé e os dançarinos.

Dia 2
Para o segundo dia, contratamos uma guia turística, a Amanda, para nos acompanhar por alguns pontos de Belém e nos contar mais sobre a história e a cultura da cidade. A escolha foi ótima, especialmente viajando com as crianças, pois conseguimos conhecer os lugares com mais profundidade, sem deixar de lado o ritmo dos pequenos.
Além disso, a Amanda preparou uma programação que agradou tanto às crianças quanto aos adultos e nos ajudou a aproveitar melhor o tempo. O contato da Amanda está no final do post.
Parque Zoobotânico do Museu Emílio Goeldi.
Primeiramente, visitamos o Parque Emílio Goeldi, uma grande área verde no centro de Belém dedicada à preservação e à pesquisa da fauna e da flora amazônicas. Durante o passeio, vimos diversos animais, entre eles onça-pintada, jacaré-açu, tartarugas, ariranhas, antas, macacos, araras e guarás.
Além dos animais que vivem nos espaços destinados à visitação, também é possível encontrar espécies circulando livremente pelo parque, como as cotias. As crianças adoraram essa parte do passeio, já que a natureza está presente por todos os lados.
O parque também abriga um aquário com espécies de peixes amazônicos e outros animais, como cobras.
No Museu Paraense Emílio Goeldi, há ainda exposições temporárias. Durante nossa visita, conhecemos a exposição Transformações, a Amazônia e o Antropoceno, que propunha uma reflexão sobre as mudanças provocadas pela relação entre sociedade e natureza na região amazônica.





Mangal das Garças
Depois do Parque Emílio Goeldi, seguimos para o Mangal das Garças, parque naturalístico criado em 2005 pelo Governo do Pará. Às margens do rio Guamá, o espaço reúne vegetação típica da região amazônica, aves, áreas para caminhar e uma bela vista para o rio e para a cidade.
Fomos especialmente para mostrar às crianças a alimentação das garças, que vivem livremente pelo parque. A alimentação oferecida pelo Mangal acontece três vezes ao dia e consiste em peixes. No entanto, esse alimento é apenas um complemento, pois as garças continuam livres para caçar e buscar seu próprio alimento.
Além de observar as aves de perto, o passeio nos proporcionou um contato muito interessante com a natureza amazônica sem precisar sair da cidade. O Mangal também conta com um restaurante bastante elogiado, mas não chegamos a conhecê-lo durante nossa visita.



Centro Histórico ou Cidade Velha enfim
Seguimos então para o Centro Histórico de Belém, também conhecido como Cidade Velha, uma das áreas mais antigas da capital paraense. Por suas ruas, encontramos construções históricas, muitas delas marcadas pela influência portuguesa. Algumas, no entanto, estavam bastante deterioradas durante nossa visita, deixando evidente a necessidade de preservação desse importante patrimônio da cidade.
Ainda assim, caminhar por essa região foi uma oportunidade de conhecer um pouco mais da história de Belém e observar de perto as diferentes marcas que o tempo deixou na cidade.


Casa das Onze Janelas ainda por cima
Entre as construções históricas da Cidade Velha está a Casa das Onze Janelas, antiga residência de um senhor de engenho que, posteriormente, foi transformada em espaço cultural. O local abriga exposições temporárias e um restaurante.

Ao lado da Casa das Onze Janelas fica o Forte do Presépio, também conhecido como Forte do Castelo. Como estávamos com as crianças e ainda tínhamos outros lugares para conhecer naquele dia, optamos por não visitá-lo para não deixar o passeio cansativo demais.
Mercado Ver-o- Peso
Pertinho dali fica um dos lugares mais emblemáticos de Belém: o Mercado Ver-o-Peso, importante ponto turístico, econômico e cultural da cidade.
Confesso que, antes de conhecê-lo, estava apreensiva em levar as crianças. Sabia que encontraríamos um mercado grande, movimentado e com bastante circulação de pessoas, além das recomendações para ficarmos atentos aos nossos pertences. Na prática, porém, foi muito mais tranquilo do que eu imaginava. Nos sentimos bem durante a visita e passamos algumas horas descobrindo toda aquela diversidade.
Com seus mais de três séculos de história, o Ver-o-Peso é uma verdadeira mistura de cores, cheiros, sabores e produtos. Por isso, andar por suas ruas é uma experiência que vai muito além de uma simples visita a um mercado.




Nossa guia, Amanda, nos acompanhou pelo complexo e foi nos apresentando os diferentes setores, enquanto contava um pouco da história do Ver-o-Peso. Uma característica interessante é que o mercado é organizado de maneira bastante específica: há ruas e áreas destinadas a determinados produtos, e aquilo que encontramos em um trecho não necessariamente aparece em outro.
Além das barracas espalhadas pelo mercado, há também galpões fechados e separados onde ficam os setores de carnes e peixes.




Setor de artesanato. Para quem me acompanha, sabe que essa é uma parte que adoro conhecer em minhas viagens. Entre tantas peças, meu olhar foi direto para as belíssimas cerâmicas marajoaras.


Setor de ervas. Neste encontra-se perfumes, óleos, sabonetes e banhos feitos com ervas nativas. Para vários problemas de saúde e também do “coração”.




Box da Hellem
Depois de conhecer boa parte do Ver-o-Peso, paramos para almoçar no Box da Hellem. Fomos muito bem recebidos pela equipe. A comida é simples, mas saborosa e as crianças aprovaram tanto que rasparam o prato.
Foi também ali que experimentamos o açaí do jeito como é tradicionalmente consumido no Pará, acompanhando a comida salgada, e não como sobremesa ou preparação doce, como estamos acostumados a encontrar em São Paulo. Para nós, foi uma descoberta interessante e mais uma oportunidade de conhecer um pouco dos hábitos alimentares da região.




Enquanto almoçávamos, as crianças brincaram tranquilamente pelo mercado, e como já mencionei, nos sentimos seguros durante a visita. É claro que, como em qualquer lugar com grande circulação de pessoas, é importante ficar atento aos pertences. Ainda assim, nossa experiência foi tão tranquila que, depois de algumas horas por ali, até esquecemos que estávamos em um dos mercados mais movimentados e emblemáticos do Brasil.
Jantar especial
O restaurante Remanso do Bosque encerrou suas atividades posteriormente, mas mantenho este relato porque a experiência fez parte da nossa viagem e merece ser registrada.
Naquela noite, jantamos no Remanso do Bosque, restaurante do chef paraense Thiago Castanho, um dos nomes de destaque da gastronomia brasileira. A casa tinha como proposta valorizar a culinária de raiz e os ingredientes amazônicos, apresentando sabores e combinações que nos permitiram conhecer um pouco mais da gastronomia da região.
Para encerrar, veio uma sobremesa que também chamou a atenção pela apresentação. Era uma mousse de chocolate servida de maneira inusitada, como se fosse terra dentro de um pequeno vaso de barro. Uma forma divertida e criativa de fechar uma noite de sabores amazônicos.
A noite teve ainda um significado especial para mim, comemorei ali meus 41 anos. Como sou apaixonada por gastronomia, foi uma maneira deliciosa de celebrar a data. Abaixo, fotos de algumas escolhas.




Dia 3
Basílica Nossa Senhora de Nazaré
Começamos o terceiro dia visitando a Basílica Nossa Senhora de Nazaré, que, para nossa sorte, ficava pertinho do hotel. É uma das igrejas mais bonitas de Belém e tem um significado especial para os paraenses: é ali que acontece a chegada da procissão do Círio de Nazaré, uma das maiores manifestações religiosas do Brasil, realizada no segundo domingo de outubro.




Teatro da Paz
Em seguida, fomos ao Teatro da Paz, localizado em frente à Praça da República. Fizemos uma visita guiada pelo interior do teatro, que durou aproximadamente 45 minutos. De domingo, as visitas acontecem somente no período da manhã, das 9h às 12h. Compramos os ingressos na hora.
Pagamos o ingresso R$ 6 por adulto.


Praça da República
Depois da visita ao teatro, caminhamos pela Praça da República. Aos domingos, a praça fica bastante movimentada, especialmente por causa da feira de artesanato, que reúne diversas barracas e apresentações de danças regionais.
É uma boa oportunidade para caminhar sem pressa, observar o movimento e conhecer um pouco mais do artesanato e da cultura local.
Point do Açaí antes de mais nada
Na sequência, seguimos a pé até o Point do Açaí, que fica a cerca de cinco minutos da Praça da República. O restaurante é especializado em culinária típica da região e possui outros dois endereços em Belém. Nós almoçamos no Point Boulevard.
Escolhemos a chapa mista de peixes regionais acompanhada de açaí. Os pratos são bem servidos e saborosos, e há também opções de menu kids, o que facilitou bastante para nós.
Para quem gosta de artesanato ao lado tem uma lojinha, do próprio restaurante, com peças lindas.

Tacacá da D. Maria enfim
No final da tarde, fomos experimentar outra especialidade paraense no famoso Tacacá da D. Maria. Belém tem vários lugares onde é possível provar essa iguaria, mas escolhemos conhecer o da D. Maria.
O sabor é marcante e, confesso, estranhei um pouco nas primeiras colheradas. Ainda assim, continuei e comi tudo. As crianças, por outro lado, não aprovaram.




Para curtir um final de tarde portanto
Para encerrar o dia, voltamos à Estação das Docas. Afinal, depois de tantos passeios, nada melhor do que terminar a tarde com um sorvete para as crianças e uma cerveja bem gelada para os adultos.
Aproveitamos para conhecer a Amazon Beer, cervejaria que se destaca por utilizar ingredientes amazônicos em suas cervejas e que se tornou uma referência na gastronomia local.
Dia 4
Ilha do Combu
Outro passeio que eu queria muito fazer era conhecer a Ilha do Combu. Como não havíamos organizado nada com antecedência, deixamos para contratar o passeio já em Belém e ainda bem que deu certo.
Localizada a cerca de 15 minutos de barco da capital, a ilha pertence ao município de Belém e o trajeto até lá é tranquilo. Para organizar o passeio, contratamos novamente a Amanda, nossa guia, que cuidou do contato com o barqueiro e montou o roteiro pelos principais pontos da ilha.
O barco para a Ilha do Combu parte da Praça Princesa Isabel, no bairro da Condor, antigo reduto boêmio de Belém. O local também guarda uma história ligada ao cinema brasileiro, era ali que ficava o Palácio dos Bares, onde foram gravadas cenas do filme Bye Bye Brasil.
É preciso ter atenção ao chegar à praça, principalmente durante a semana. Fomos em uma segunda-feira e havia pouco movimento.


Furo da Paciência e o Street River
Já na ilha, entramos no Furo da Paciência, onde encontramos uma das experiências que mais chamaram nossa atenção durante o passeio. O local ficou conhecido também pelo trabalho do artista paraense Sebá Tapajós, que criou o projeto Street River, levando a arte urbana para dentro da floresta e transformando as casas de palafita em uma espécie de galeria de arte a céu aberto.
As casas, antes parte da paisagem cotidiana da comunidade, ganharam grandes pinturas e grafites em suas fachadas. O projeto foi realizado durante as comemorações dos 400 anos de Belém e propôs uma aproximação interessante entre a arte urbana e o ambiente amazônico.
No início, Sebá Tapajós encontrou resistência de alguns moradores, que não queriam que suas casas fossem pintadas. Aos poucos, porém, o projeto ganhou espaço e os grafites passaram a fazer parte da paisagem do Furo da Paciência.
Dois meses depois, em nossa viagem a Berlim, voltaríamos a encontrar a arte urbana, desta vez inserida em uma paisagem completamente diferente. Foi interessante perceber como o grafite pode ganhar novos significados conforme o lugar onde está inserido.
Veja abaixo algumas das casas grafitadas que encontramos pelo caminho. Fiquei encantada com o trabalho.





Igarapé do Combu
Seguimos pelo Igarapé do Combu, uma das áreas centrais da ilha, onde estão alguns dos principais serviços da comunidade, como o centro de saúde, a biblioteca e a escola. A região também concentra cerca de 14 restaurantes e abriga uma das paradas mais conhecidas da Ilha do Combu: a fábrica de chocolates da Dona Nena.
Uma curiosidade que aprendemos durante o passeio é a diferença entre furo e igarapé. Chama-se “furo” o curso de água que possui saída para outro rio ou canal, enquanto o “igarapé” não tem saída.
Filha do Combu — Chocolates da D. Nena
Foi ali que conhecemos a história da Dona Nena, à frente da produção dos chocolates Filha do Combu. Sua família já trabalhava com o cultivo e a comercialização do cacau, vendendo o fruto para fábricas de chocolate.
Porém, diante de dificuldades financeiras, Dona Nena decidiu mudar o caminho da produção e passou a beneficiar o próprio cacau. O que começou como uma alternativa acabou se transformando em um negócio que valorizou ainda mais o produto cultivado na própria ilha.
Na época da nossa visita, a produção girava em torno de 80 kg por mês, entre barras de chocolate 100% cacau, pó de cacau, nibs, brigadeiro de pote e outros produtos. Tudo podia ser encontrado na pequena loja da família no Combu, além de alguns pontos de venda em Belém.
Além disso, o chocolate da Ilha do Combu ganhou um importante aliado na divulgação: o chef paraense Thiago Castanho, do restaurante Remanso do Bosque, em Belém. Ele passou a utilizar os produtos de Dona Nena em suas criações e ajudou a levar o chocolate do Combu para outros lugares do Brasil.
Inclusive, foi ele quem criou a sobremesa “Jardinagem”, preparada com nibs de cacau da Ilha do Combu, doce de cupuaçu e crumble de chocolate. E há uma coincidência deliciosa nessa história, nós já havíamos provado essa sobremesa durante o nosso jantar no Remanso do Bosque, antes mesmo de conhecer a origem daquele chocolate.
Só depois, durante a visita à Ilha do Combu, entendemos de onde vinha aquele ingrediente que já tinha feito parte da nossa experiência gastronômica em Belém.
Fizemos a degustação dos chocolates 100% e 70% cacau e dos doces de bacuri e cupuaçu. As crianças adoraram o brigadeiro.


Restaurante Saldosa Maloca
Para o almoço, escolhemos o Restaurante Saldosa Maloca, um dos poucos que funcionam às segundas-feiras, justamente o dia da nossa visita à ilha.
Além da comida, o restaurante guarda uma surpresa especial nos fundos. Uma enorme samaúma, árvore imponente e muito presente na paisagem amazônica. Ficamos encantados com sua beleza e com aquela vontade de simplesmente permanecer ali por horas, contemplando sua dimensão.




A foto abaixo foi feita no Terminal Fluvial da Praça Princesa Isabel. Depois de conhecer tantos lugares de beleza impressionante, encontrar o lixo acumulado no rio foi um contraste difícil de ignorar. A mesma natureza que encanta também revela, de perto, os desafios que Belém ainda precisa enfrentar para preservá-la.

(todas as fotos foram tiradas por De Cavalinho Por Aí)
Contato Amanda/ guia turístico – (91) 98315 0750
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